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Consultar: Programa de Ps-Graduao em Psicologia

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Ttulo [PT]: Alm do riso de massa : humor, psicanlise e contemporaneidade
Ttulo [EN]: Beyond the Mass Laugher: Humor, Psychoanalysis and Contemporary
Autor(es): Samara Megume Rodrigues Ferreira
Palavras-chave [PT]:

Psicanlise. Humor. Contemporaneidade. Sublimao. Idealizao. Riso. Histria. Ideais. Brasil.
Palavras-chave [EN]:
Humor. Psychoanalysis. Ideals. Sublimation. Contemporaneity. Brazil.
Titulao: Mestre em Psicologia
Banca:
Angela Maria Pires Caniato [Orientador] - UEM
Regina Perez Christofolli Abeche - UEM
Daniel Kupermann - USP
Resumo:
Resumo: Com o presente trabalho objetivamos discutir, com base na psicanlise freudiana, a relao entre riso/humor e cultura e sua configurao na contemporaneidade. Esta pesquisa se faz pertinente devido escassez de estudos sobre o humor no campo psicanaltico. Partimos da constatao da contradio entre a potncia criativa e transformadora do humor na subjetividade e o uso massivo da comdia pelos meios de comunicao. Pelo estudo dos chistes Freud inaugura a incurso da psicanlise na cultura, revelando que o Witz a mais social de todas as formaes do inconsciente. a realizao simblica de desejos reprimidos, mas, diferentemente do sintoma, encontra-se dentro dos limites da sade mental. O humor anuncia a existncia no sujeito de uma face amparadora do Supereu, e assim, ele um contraponto aos vnculos pautados na moralidade e na culpa. O humor cria um lao social cuja singularidade a afirmao (e no anulao) dos desejos do sujeito. As mudanas econmico-sociais e histricas das ltimas dcadas produziram alteraes significativas na cultura, ao ponto de o entretenimento tornar-se fundamental vida social e individual. O riso vem sendo utilizado como instrumento de seduo ao consumo. Neste contexto, o humor ainda poderia ter o papel revolucionrio descrito por Freud? Qual o estatuto psquico do humor na contemporaneidade? Nossa hiptese que o papel do humor est sendo esvaziado em prol de um riso aptico e conformista. O uso do riso como dispositivo de manipulao parece minar seu carter libertrio. Em nosso percurso terico atravessamos a primeira tpica do aparelho psquico pela relao do Witz com a linguagem, com a represso, com os processos primrios e secundrios e com a elaborao onrica. Na secunda tpica a compreenso do humor passou pelos conceitos de Supereu, ideal/idealizao, luto e castrao. Em seguida investigamos a relao do riso com a manuteno ou rompimento de determinados laos sociais, entrando em sua relao com a esttica (belo e o feio) e com a arte. O humor um processo sublimatrio, que amalgama o amor e a agressividade, a vida e a morte. Para pensar os laos sociais do humor abrimos um dilogo com a histria e com a filosofia. Constatamos que o riso sempre foi transgressor, por isso, ora foi criticado, ora proibido. Em contrapartida, na contemporaneidade ele passa a ser estimulado. Pelo ideal de felicidade, o riso torna-se obrigatrio, e por isso, estril. Podemos concluir que, por sua capacidade de enlace, talvez o humor ainda seja um pequeno lugar de resistncia, uma renncia ao dio e violncia.

Abstract: The present study aimed to discuss, based on Freudian psychoanalysis, the relationship between laughter / humor, and culture and its configuration nowadays. This research is relevant due to the lack of studies on humor in the psychoanalytic field. We start from the realization of the contradiction between the creative and transforming power of humor in subjectivity and the massive use of comedy by the media. From study of jokes Freud inaugurates the incursion of psychoanalysis in the culture, revealing that the Witz is the most social of all unconscious formations. It is the symbolic realization of repressed desires, but unlike the symptom, lies within the mental health limits. Humor announces the existence of a face in a subject that supports the superego, and thus, it is a counterpoint to the guided ties in morality and guilt. The humor creates a social bond whose uniqueness is the affirmation (not denial) of the subject's wishes. The economic-social and historical changes of the last decades have produced significant changes in the culture, to the point of entertainment become fundamental to the social and individual life. Laughter has been used as instrument of seduction consumption. In this context, the humor might still have the revolutionary role described by Freud? What is the psychic statute of humor in contemporary times? Our hypothesis is that the role of humor is being dumped in favor of an apathetic and conformist laughter. The use of laughter as the handling device seems to undermine its libertarian character. In our theoretical path we crossed the first topic of the psychic apparatus by Witz's relationship with language, with repression, with the primary and secondary processes and the oniric elaboration. In the second topic the understanding of the Humor passed by the concepts of superego, ideal / idealization, mourning and castration. Then we investigated the laugher relation to the maintenance or disruption of certain social ties, entering its relationship with aesthetics (beautiful and the ugly) and with art. Humor is a sublimating process that amalgamates love and aggression, life and death. To think social bonds of humor we opened a dialogue with the history and philosophy. We found that laughter has always been transgressor, so sometimes been criticized, sometimes forbidden. In contrast, in contemporary times it happens to be stimulated. By the ideal of happiness, laughter becomes mandatory, and therefore sterile. We can conclude that, in link capacity, perhaps humor is still a small place of resistance, a waiver to hatred and violence.
Data da defesa: 25/09/2015
Cdigo: vtls000227775
Informaes adicionais:
Idioma: Portugus
Data de Publicao: 2015
Local de Publicao: Maring, PR
Orientador: Prof. Dr. Angela Maria Pires Caniato
Instituio: Universidade Estadual de Maring . Centro de Cincias Humanas, Letras e Artes . Programa de Ps-Graduao em Psicologia
Nvel: Dissertao (mestrado em Psicologia)
UEM: Departamento de Psicologia

Responsavel: edson
Categoria: Aplicao
Formato: Documento PDF
Arquivo: PPI_UEM_2015 SAMARA.pdf
Tamanho: 4024 Kb (4120910 bytes)
Criado: 20-03-2018 17:58
Atualizado: 20-03-2018 18:03
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